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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
LHC - Está funcionando
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Gravidade
Gravidade é a força de atração mútua que os corpos materiais exercem uns sobre os outros. Classicamente, é descrita pela lei de Newton da gravitação universal. Foi descoberta primeiramente pelo físico inglês Isaac Newton e desenvolvida e estudada ao longo dos anos.
Albert Einstein descreveu-a como conseqüência da estrutura geométrica do espaço-tempo.
Do ponto de vista prático, a atração gravitacional da Terra confere peso aos objetos e faz com que caiam ao chão quando são soltos no ar (como a atração é mútua, a Terra também se move em direção aos objetos, mas apenas por uma ínfima fração). Ademais, a gravitação é o motivo pelo qual a Terra, o Sol e outros corpos celestiais existem: sem ela, a matéria não se teria aglutinado para formar aqueles corpos e a vida como a entendemos não teria surgido. A gravidade também é responsável por manter a Terra e os outros planetas em suas respectivas órbitas em torno do Sol e a Lua em órbita em volta da Terra, bem como pela formação das marés e por muitos outros fenômenos naturais.
Em sentido não-científico, "gravidade" significa seriedade ou austeridade.
Por que uma maçã cai da macieira para o chão, em vez de flutuar? A dúvida de Isaac Newton gerou toda uma área especial para os estudos da gravidade"Gravidade" provém do latim ´gravitas´, formado a partir do adjetivo ´gravis´ (pesado, importante). Ambos os vocábulos trazem a raiz ´gru-´, do antigo tronco pré-histórico indo-europeu, de onde se deriva também a voz grega ´barus´ (pesado) que, entre outros vocábulos, deu lugar a barítono (de voz grave). Em sânscrito – a milenária língua sagrada dos brâmanes – formou-se a palavra guru (grave, solene), também a partir da raiz indo-européia ´gru-´, para designar os respeitados mestres espirituais e chefes religiosos do hinduismo.
- Lei de Newton da Gravitação Universal
Pouco se sabia sobre gravitação até o século XVII, pois acreditava-se que leis diferentes governavam os céus e a Terra. A força que mantinha a Lua presa à Terra nada tinha a ver com a força que nos mantém presos a esta. Isaac Newton foi o primeiro a pensar na hipótese das duas forças possuírem as mesmas naturezas.
Newton explica, "Todos os objectos no Universo atraem todos os outros objectos com uma força direccionada ao longo da linha que passa pelos centros dos dois objectos, e que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da separação entre os dois objectos."
Newton acabou por publicar a sua, ainda hoje famosa, lei da gravitação universal, no seu Principia Mathematica, como:
m1 = massa do primeiro objecto
m2 = massa do segundo objecto
r = distância entre os centros de massa dos objectos
G = constante universal da gravitação
A força de atração entre dois objetos é chamada de peso.
Rigorosamente falando, esta lei aplica-se apenas a objectos semelhantes a pontos. Se os objectos possuírem extensão espacial, a verdadeira força terá de ser encontrada pela integração das forças entre os vários pontos. Por outro lado, pode provar-se que para um objecto com uma distribuição de massa esfericamente simétrica, a integral resulta na mesma atracção gravitacional que teria se fosse uma massa pontual.
- Forma Vectorial
A forma acima descrita é uma versão simplificada. Ela é expressa mais propriamente pela forma que segue, a qual é vetorialmente completa. (Todas as grandezas em negrito representam grandezas vetoriais)

onde:
F 1 2 é a força exercida em m1 por m2
m1 e m2 são as massas e
são os vectores posição das duas massas respectivas
G é a constante gravitacional
Para a força na massa dois, simplesmente tome o oposto do vetor
A principal diferença entre as duas formulações é que a segunda forma usa a diferença na posição para construir um vetor que aponta de uma massa para a outra, e de seguida divide o vetor pelo seu módulo para evitar que mude a magnitude da força.
Aceleração da gravidade
Para saber a aceleração da gravidade de um astro ou corpo, a fórmula matemática é parecida:

onde:
m = massa do astro
r = distância do centro do objecto
G = constante universal da gravitação
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
LHC - Qual será o seu descobrimento? Big-Bang?
Teoria do Big-bang
Em cosmologia, o Big Bang é a teoria científica que o universo emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria baseia-se em diversas observações que indicam que o universo está em expansão de acordo com um modelo Friedmann-Robertson-Walker baseado na teoria da Relatividade Geral, dentre as quais a mais tradicional e importante é relação entre os redshifts e distâncias de objetos longínquos, conhecida como Lei de Hubble, e na aplicação do princípio cosmológico.Em um sentido mais estrito, o termo "Big Bang" designa a fase densa e quente pela qual passou o universo. Essa fase marcante de início da expansão comparada a uma explosão foi assim chamada pela primeira vez, de maneira desdenhosa, pelo físico inglês Fred Hoyle no programa "The Nature of Things" da rádio BBC. Hoyle, proponente do modelo (hoje abandonado) do universo estacionário, não descrevia o Big Bang mas o ridicularizava.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Criptografia

Nos dias atuais, onde grande parte dos dados é digital, sendo representados por bits, o processo de criptografia é basicamente feito por algoritmos que fazem o embaralhamento dos bits desses dados a partir de uma determinada chave ou par de chaves, dependendo do sistema criptográfico escolhido
De facto, o estudo da criptografia cobre bem mais do que apenas cifragem e decifragem. É um ramo especializado da teoria da informação com muitas contribuições de outros campos da matemática e do conhecimento, incluindo autores como Maquiavel, Sun Tzu e Karl von Clausewitz. A criptografia moderna é basicamente formada pelo estudo dos algoritmos criptográficos que podem ser implementados em computadores.
O estudo das formas de esconder o significado de uma mensagem usando técnicas de cifragem tem sido acompanhado pelo estudo das formas de conseguir ler a mensagem quando não se é o destinatário; este campo de estudo é chamado criptoanálise.
Criptologia é o campo que engloba a Criptografia e a Criptoanálise.
As pessoas envolvidas neste trabalho, e na criptografia em geral, são chamados criptógrafos, criptólogos ou criptoanalistas, dependendo de suas funções específicas.
Termos relacionados à criptografia são Esteganografia, Código, Criptoanálise e Criptologia.
A Esteganografia é o estudo das técnicas de ocultação de mensagens dentro de outras, diferentemente da Criptografia, que a altera de forma a tornar seu significado original ininteligível. A Esteganografia não é considerada parte da Criptologia, apesar de muitas vezes ser estudada em contextos semelhantes e pelos mesmos pesquisadores.
Uma informação não-cifrada que é enviada de uma pessoa (ou organização) para outra é chamada de "texto claro" (plaintext). Cifragem é o processo de conversão de um texto claro para um código cifrado e decifragem é o processo contrário, de recuperar o texto original a partir de um texto cifrado.
Diffie e Hellman revolucionaram os sistemas de criptografia existentes até 1976, a partir do desenvolvimento de um sistema de criptografia de chave pública que foi aperfeiçoado por pesquisadores do MIT e deu origem ao algoritmo RSA.
Durante muito tempo, o termo referiu-se exclusivamente a cifragem, o processo de converter uma informação comum (texto plano) em algo não-inteligível; o qual chama-se texto cifrado. A decifragem é a tarefa contrária, dado uma informação não-inteligível convertê-la em texto plano.
No uso coloquial, o termo "código" é usado para referir-se a qualquer método de cifragem ou similar. Em criptografia, "código" tem um significado mais específico, refere-se a substituição de uma unidade significativa (i.e., o significado de uma palavra ou frase) pelo substituto equivalente. Códigos não são mais usados na criptografia moderna, visto que o uso de cifras se tornou mais prático e seguro, como também melhor adaptado aos computadores.
Na linguagem não-técnica, um Código secreto é o mesmo que uma cifra. Porém, na linguagem especializada os dois conceitos são distintos. Um código funciona manipulando o significado, normalmente pela substituição simples de palavras ou frases. Uma cifra, ao contrário, trabalha na representação da mensagem (letras, grupos de letras ou, atualmente, bits).
Por exemplo, um código seria substituir a frase "Atacar imediatamente" por "Mickey Mouse". Uma cifra seria substituir essa frase por "sysvst ozrfosyszrmyr". No Dia D, por exemplo, as praias de desembarque não eram conhecidas pelo seu nome próprio, mas pelos seus códigos (Omaha, Juno, etc.).
Basicamente, códigos não envolvem chave criptográfica, apenas tabelas de substituição ou mecanismos semelhantes.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
LHC - Large Hadron Collider

A Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN, no original) vai, esta quarta-feira de manhã, ligar o interruptor de um dos mais ambiciosos projectos da História da Humanidade: o Large Hadron Collider (LHC), acelerador de partículas que está a ser desenvolvido há mais de 14 anos, por cientistas de dezenas de países, que já envolveu gastos superiores a cinco mil milhões de euros.
O LHC, que percorre 27 quilómetros, 100 metros sob o solo de França e Suíça, é uma "máquina que acelera dois feixes de partículas em direcções opostas a mais de 99,9% da velocidade da luz", refere o CERN, o que vai criar um choque de partículas nunca antes visto.
"Amanhã é feito o primeiro teste completo da máquina", diz ao JPN o presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), Gaspar Barreira. O laboratório português é um dos participantes no projecto. O propósito do LHC é repetir, num espaço controlado, os eventos que se seguiram ao Big Bang para que se possa estudar e compreender melhor a origem do Universo.
"A máquina tem vários objectivos", explica Gaspar Barreira. "Tem um objectivo imediato que é o da exploração final do chamado Modelo Padrão, que é o que melhor representa o que acontece nos laboratórios em termos de física de partículas e que está praticamente completo". Contudo, a este modelo de representação falta a identificação de uma partícula, chamada o bosão de Higgs ou a "partícula de Deus", que, teoricamente, é a geradora de massa dentro deste Modelo Padrão.
Teorias da Física em suspenso
A descoberta fundamental deste projecto tem a ver, precisamente, com o bosão de Higgs. Porque, caso o LHC seja posto a funcionar conforme previsto e essa partícula não estiver lá (uma vez que a sua existência ainda não foi provada além da teoria), todo o Modelo Padrão segundo o qual as teorias da Física se regeram até aqui é susceptível de desaparecer, o que significa que teorias como a do Big Bang podem ser contrariadas.
"O Modelo Padrão é de tal modo perfeito que nada aconteceu até hoje nos laboratórios que o contrarie", explica Gaspar Barreira. "O bosão de Higgs nunca se viu, vai-se observar na experiência do LHC. Se ele não se criar, então temos de dizer que este não é o modelo adequado".
Um dos participantes no projecto do LHC, Brian Cox, em entrevista à BBC, explicou que caso o bosão de Higgs não seja encontrado "as implicações serão bastante profundas". "É neste ponto que a nossa melhor teoria da realidade, o Modelo Padrão, se parte".
Segundo o responsável do LIP, este é um processo "muito demorado" e quarta-feira ainda não estarão activos os dois feixes que vão colidir para criar a reacção que se pretende. Contudo, até ao fim de 2008, esses dois feixes já deverão estar em funcionamento e o LHC atingirá a energia máxima em 2009. "No fim deste ano já se poderá fazer um balanço. A máquina vai ter uma taxa de colisão enormíssima com milhões de acontecimentos por segundo", diz Gaspar Barreira.
"Espero até ao final do ano uma grande descoberta científica ou uma grande descoberta de Física. Vai ser um arregaçar de mangas para preparar", afirma o cientista.
Será que teremos um grande descobrimento da Física, ou para o descobrimento da criação do universo, as pesquisas ainda vão durar por muito tempo, mas estudos ainda estão apenas no começo, para terem praticamente a maquina toda nos 100% de seu funcionamento, somente em 2009, que teremos a colisão completa dos efeitos físicos.
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